quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

O fruto amazônico que pode baratear e simplificar o tratamento da leishmaniose

Um fruto amazônico amplamente utilizado como remédio caseiro pelas populações ribeirinhas da região pode ser a chave para ajudar a baratear e simplificar o tratamento da leishmaniose, doença que provoca ulcerações na pele e que atinge cerca de 3 mil pessoas ao ano no Brasil.



Um grupo de pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) testa um creme fitoterápico à base do jucá (Libidibia ferrea) como terapia alternativa às dolorosas injeções do tratamento contra a leishmaniose do tipo tegumentar (LT).

Os testes iniciais com o creme, em roedores, foram animadores. Segundo os pesquisadores, os animais tratados com o preparado à base do jucá tiveram 25% de crescimento de lesões relacionadas à doença, em comparação ao aumento de 300% dos animais que não receberam nenhum tratamento.

O estudo, que começou no Laboratório de Leishmaniose e Doenças de Chagas do Inpa, tem o objetivo de desenvolver um medicamento eficaz, de uso tópico e com uma logística de distribuição simplificada para auxiliar os pacientes que moram em áreas de difícil acesso.

A ideia é que o creme feito com a planta possa ser associado à medicação recomendada pelo Ministério da Saúde e usada há mais de 50 anos, o glucantime, para agir como coadjuvante no tratamento da leishmaniose tegumentar.

O jucá, também conhecido como pau-ferro, é um velho conhecido dos ribeirinhos da região amazônica, muito utilizado por eles em forma de chá como remédio caseiro para diversas enfermidades.

Árvore nativa do Brasil, ele está amplamente presente nas regiões Norte e Nordeste. Tem propriedades antissépticas, antienvelhecimento, antioxidantes e antipigmentação. Também é usado como adstringente, antidiarreico, cicatrizante, sedativo, tônico, anti-inflamatório, expectorante e até mesmo afrodisíaco.

2 milhões de casos no mundo ao ano




A leishmaniose é uma doença grave que pode ser causada por várias espécies de protozoários do gênero Leishmania e é transmitida ao homem pela picada do inseto flebótomo, popularmente chamado de "birigui", "mosquito-palha" ou "cangalhinha".

Nas áreas urbanas, os cachorros, gatos e ratos são as maiores fontes de infecção. Já nas zonas rurais os agentes transmissores são animais silvestres como raposas, gambás e tamanduás. Ao contrário do Aedes aegypti, que transmite a dengue, chikungunya e zika, não é fácil localizar os criadouros dos mosquitos flebótomos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 350 milhões de pessoas estejam expostas ao risco da leishmaniose no mundo, com registro aproximado de dois milhões de novos casos das diferentes formas clínicas ao ano no mundo.

Apesar de a infecção estar controlada no Brasil, estima-se que quase 3 mil pessoas são contaminadas todo ano.

Anteriormente restrita às áreas de floresta e zonas rurais, a doença tem avançado nas cidades, em função do desmatamento e da migração das famílias para os centros urbanos. As regiões Norte e Nordeste ainda são áreas de risco com maior número de registros da enfermidade.

Existem dois tipos de leishmaniose: a visceral (LV), conhecida como calazar, e a tegumentar (LT). Ambas são consideradas doenças infecciosas e são transmitidas por diferentes espécies de flebotomíneos (pequenos insetos) infectados pelo protozoário.

A LV é caracterizada, principalmente, por febre de longa duração, aumento do fígado e do baço, além de perda de peso acentuada, e pode levar a óbito em 90% dos casos se não for tratada adequadamente. Já a LT provoca úlceras na pele e mucosas.


Em uma década, o número de casos de LV no Brasil caiu apenas 8,5%, passando de 3.597 em 2005 para 3.289 em 2015. A redução da incidência da LT em dez anos foi mais expressiva, de 27%, de 26.685 para 19.395 casos no mesmo intervalo.

Em 2015, o Nordeste registrou o maior número de casos de LV (1.806), seguido pelas regiões Sudeste (538), Norte (469), Centro-Oeste (157) e Sul (5).

Em relação à LT, o Norte registrou o maior número de casos (8.939); seguido por Nordeste (5.152), Centro-Oeste (2.937), Sudeste (1.762) e Sul (493).

A OMS estima que entre 20 mil e 40 mil pessoas no mundo morrem, por ano, vítimas da doença. No Brasil, foram mais de 2,7 mil mortes entre 2000 e 2011. Os maiores índices de mortalidade foram registrados nos Estados do Pará, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, São Paulo, Bahia e Minas Gerais.

Os números melhores, no entanto, ainda não foram suficientes para tirar a leishmaniose da lista de doenças negligenciadas. Apesar do tratamento gratuito, a eliminação ou redução mais significativa de casos no país esbarra em gargalos. O diagnóstico é limitado. Tanto a população quanto os profissionais de saúde têm dificuldade em identificar os sintomas.

Bons resultados

 
De acordo com o farmacêutico responsável pela pesquisa, Bruno Jensen, o experimento ainda está restrito a roedores - mas com resultados satisfatórios.


O grupo de animais que não recebeu tratamento apresentou evolução clínica das lesões cutâneas de 300% (aquelas que dão origem às primeiras infecções). Já no grupo de controle, que recebeu tratamento das lesões com a formulação farmacêutica incorporada com a fração de uma substância encontrada no jucá, o diclorometano, foi observado crescimento de apenas 25% das lesões.

Já na comparação entre dois grupos que receberam tratamentos diferentes, um com a microemulsão (o creme fitoterápico) e o outro com o glucantime (a medicação preconizada pelo Ministério da Saúde como primeira escolha para o tratamento da leishmaniose), não houve diferença estatística quanto à evolução das lesões.

O desempenho, para Jensen, mostra que o tratamento da leishmaniose poderia ser complementado com o creme, aumentando sua eficácia e reduzindo os efeitos colateriais apresentados a partir da administração da medicação única indicada pelo governo.

Para a líder do grupo de pesquisa do Inpa, Antônia Maria Ramos Franco, o desenvolvimento de novos fármacos é importante para um país que necessita reduzir as despesas com o tratamento de uma doença considerada negligenciada - aquelas causadas por agentes infecciosos ou parasitas e que afetam principalmente as pessoas de menor poder aquisitivo.

"Somos especialistas na realização de pesquisas científicas envolvendo este tipo de enfermidade, que é considerada um grande problema mundial, não só no Brasil", diz Franco. "Agora, estamos iniciando uma nova etapa, a busca por parceiros que tenham interesse em produzir esse fitoterápico à base de jucá em escala industrial."

Há outros tratamentos alternativos para combater os efeitos colaterais associados ao tratamento da leishmaniose tegumentar, como a pomada à base de própolis vermelha e o extrato do vegetal, conhecido como saião (Kalanchoe pinnata).

A pesquisa



Durante um ano de experimentação (2016/2017), a pesquisa foi tema do mestrado de Jensen.

O grupo de pesquisa do Laboratório de Leishmaniose e Doenças de Chagas/Inpa vem investigando os estudos de frações da árvore do jucá que já tinham apresentado bons resultados. Agora, ele dá sequência à pesquisa no doutorado em Inovação Farmacêutica da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), com orientação de Franco.

Segundo Jensen, a pesquisa ainda não foi publicada em revista científica porque o estudo precisa aguardar o pedido de patente, que, de acordo com o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), deve cumprir com o prazo estabelecido em Lei.

"Como a pesquisa é recente e o processo de patente geralmente leva de 18 a 36 meses para ser finalizado, ainda não podemos publicá-la", diz o pesquisador.

Fonte e reportagem: http://www.bbc.com/portuguese/geral-42536385

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Veja o ranking dos medicamentos mais vendidos no Brasil, em 2016.

Veja o ranking dos medicamentos mais vendidos no Brasil, em 2016.  

1º Lugar : DORFLEX, com 470,7 milhões de reais.

Fonte INTERFARMA .



sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Dr. José Roberto Lannes Abib apresenta projeto de Lei para Presidente da Câmara de Niterói

Dr. José Roberto Abib apresenta projeto de Lei para Presidente da Câmara de Niterói.

Dr. José Roberto, presidente da Comissão Parlamentar e diretor secretário-geral do CRf-RJ, apresentou ao Presidente da Câmara Municipal de Niterói, o vereador Paulo Bagueira, o Projeto de Lei Municipal que regulamenta a Prescrição Farmacêutica e Exames complementares no âmbito municipal.

Durante o encontro o vereador Paulo Bagueira se comprometei a apresentar a proposta para a comissão de saúde da Câmara. O projeto tem o objetivo de reafirmar e garantir as atuações clínicas dos farmacêuticos em prol da saúde da população.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Prescrição farmacêutica agora é Lei 2861/17 em Duque de Caxias


No dia 16 de outubro de 2017 foi sancionada a LEI 2861/17, que dispõe sobra a prescrição de medicamentos por farmacêuticos das unidades de saúde do Município de Duque de Caxias e dá outras providencias, tais como solicitar exames complementares.

 
Em início de junho, Professor José Roberto Lannes Abib, presidente da comissão parlamentar, procurou o amigo e vereador Wendell Oliveira do Nascimento, o segundo mais votado em Caxias, apresentando o projeto de Prescrição e Solicitação de exames complementares pelos farmacêuticos da rede SUS.

O vereador se comprometeu a lutar pela aprovação do projeto, feito isso e honrando o prometido, o projeto tramitou de forma muito rápida dentro da Câmara Municipal de Caxias.

A votação ocorreu durante o 9º RioPharma na Universidade Unigranrio no dia 21 de setembro na Câmara Municipal, e foi aprovado por 100% dos vereadores presentes.

O Vereador Wendell Oliveira do Nascimento fez questão de trazer pessoalmente hoje uma cópia da lei 2861/17 devidamente assinada pelo Prefeito Dr. Washington Reis de Oliveira, e aproveitou a oportunidade para mais uma vez se colocar à disposição da classe farmacêutica.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

O Programa de Assistência ao Farmacêutico do Rio de Janeiro (PAF-RJ) beneficia os profissionais inscritos no conselho com descontos e benefícios na aquisição de produtos/serviços

Diretoria atual do CRF-RJ criou em Janeiro de 2016 O Programa de Assistência ao Farmacêutico do Rio de Janeiro (PAF-RJ), que beneficia os profissionais inscritos no conselho com descontos e benefícios na aquisição de produtos/serviços. Além dos farmacêuticos também vão ser beneficiados os técnicos em patologia e funcionários do CRF-RJ
Programa de iniciativa do Prof. José Roberto Lannes Abib, Diretor do CRF-RJ, obteve aprovação imediata de todos os demais diretores.





Cadastro de empresas:As empresas que possuem interesse em participar do PAF-RJ devem ler atentamente o Edital 1, em caso de farmácia, ou Edital 2, para as demais empresas, e clicar no link abaixo para preencher o formulário de solicitação de credenciamento. 

Editais de chamamento:

 Confira abaixo os descontos oferecidos:

Título
IPOG - Instituto de Pós-graduação e Graduação
Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR)
Pós-graduação em Estética e Cosmetologia na UVA
Seguro Saúde Sul América
Conquiste Assessoria e Corretagem de Seguros
Diprev Tijuca
Drogarias Pacheco
Plano de Saúde Unimed
SOS materiais médicos e hospitalares
RCA Sistemas
Majister
CT-Pro
Sebrae-RJ
Faculdade São Camilo: Desconto de 20%
Desconto exclusivo na Cellpreserve
Descontos de até 20% nas Óticas do Povo
Desconto na Churrascaria Carretão do Lido
Desconto Especial na Academia Club Six Gym
Desconto de 15% nas aulas de Yoga da ABPY

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Prof. José Roberto Lanes Abib, discursou e questionou ao Ministro da Saúde, Ricardo Barros os números apresentados pelo seu assessor.

O Professor José Roberto Lannes Abib da Unigranrio e Diretor do CRF-RJ , participou e discursou em reunião com o Ministro da Saúde, Ricardo Barros, e questionou as números apresentados pelo seu assessor. 

Trabalhando em conjunto com a Dra. Catarine Cavalcanti, candidata a conselheira pela chapa 1, Compromisso Farmacêutico, e o Diretor do Conselho Regional de Farmácia Dr. José Roberto Lannes Abib, estivemos presentes juntamente com os demais conselhos da área de saúde do nosso Estado, defendendo uma melhor gestão dos hospitais federais, estaduais e municipais.
Prof. José Roberto Lannes Abib
O CRF-RJ que vem participando ativamente de todas as reuniões, foi representado pelo seu Diretor Prof. José Roberto Lannes Abib, que discursou e questionou ao Ministro da Saúde, Ricardo Barros  "afirmando que os dados apresentados na planilha apresentada não correspondia a realidade Brasileira, duvido que os números sejam estes" a audiência pública com o Ministro da Saúde, Ricardo Barros, contava também  com a presença da Comissão Externa da Câmara dos Deputados e do Colegiado dos Conselhos Regionais de Saúde, o evento foi realizado neste segunda-feira 16/10/17, na sede do CREMERJ. O objetivo da reunião foi tratar sobre a situação critica das unidades, principalmente das federais e em conjunto tentar buscar soluções para os problemas.

Dra. Catarine Cavalcanti, Deputada Jandira Feghali e Prof José Roberto Lannes Abib

O Ministro alegou que os dados forem encaminhados pelos diretores das unidades, e como houve consenso, que os números apresentados estavam equivocados  ele pediu a Deputada Jandira que juntamente com os demais deputados presentes e conselhos de classe, revisasse os números.
O Professor José Roberto Lannes Abib da Unigranrio e Diretor do CRF-RJ foi o primeiro a discursar, em seu discurso ale iniciou a sua fala questionado as planilhas apresentadas, disse que nos Hospitais Federais existem Médicos, Enfermeiros, Farmacêuticos, técnicos entre outros profissionais altamente capacitados e que se dedicam a salvar vidas diariamente, apesar da total falta de estrutura física e de equipamentos e matérias básicos, e complementou ilustrando a sua fala, que um paciente com câncer sai do consulta com um medicamento especifico para iniciar o tratamento, porém lamentavelmente este medicamento esta em falta na farmácia, e que após 6 meses finalmente o medicamento chega ao serviço, mais lamentavelmente a doença não espera e o paciente neste período teve o seu caso clinico agravado, necessitando agora de um outro medicamento muito mais caro que o primeiro, e para não variar também esta em falta no hospital, assim solicitou que todos os processos dentro dos hospitais devam evoluir para dar condições que Médicos e demais profissionais de saúde consiga atender a população com dignidade e respeito que merecem, possibilitando assim que os hospitais passem a realmente salvar vidas, evitando sequelas e mortes como vem acontecendo hoje em dia.


Lamentavelmente não tivemos nenhuma resposta favorável, somente que ele não pensa em fechar nenhum hospital, que o desejo dele é criar centro de excelência em cada um dos hospitais, para concentrar os profissionais com expertise e experiência dentro da quela área de atuação, ao final da reunião, quando estávamos nos despedido, ouvi um pedido para que o Conselho de Farmácia, ajude o Ministério a entender e atender melhor ás reais necessidades da rede.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Fotos do 9° Congresso de Ciências farmacêuticas

 O 9° Congresso de Ciências farmacêuticas RioPharma  realizado na Universidade Unigranrio em Caxias - RJ, de 20 a 22 de setembro de 2017, foi um tremendo sucesso e já estamos com saudades, desta forma resolvemos publicar as fotos do evento,  colabore mande as suas fotos para o e-mail  diretoria@informativofarma.com, que iremos  publicar as suas fotos.
Dia 22 de setembro, também foi um dia muito especial para a profissão farmacêutica, foi aprovado na Câmara Municipal de Caxias a projeto lei que autoriza a prescrição e a solicitação de exames complementares pelo profissional farmacêutico, Projeto do nosso amigo vereador Wendell, que atendeu ao pedido realizado pela Comissão Parlamentar do CRF-RJ, durante a votação o Presidente da Comissão Parlamentar e Diretor do CRF-RJ  Dr José Roberto Lannes Abib como sempre estava presente participando do evento.
 





















 






 




















































































































 




 




 




 










 
































































Dr. José Roberto Lannes Abib é o mais novo imortal da Academia Brasileira de Farmácia Militar

Agradeço a todos que durante todos estes anos estiveram ao meu lado me apoiando e incentivando, meu muito obrigado a todos. Diplomado hoje...